domingo, 6 de março de 2011

MORTINHA NUMA PRETENSÃO ...




O silêncio não é inocente, produz ecos que não consigo ler. 
Pessoas feitas como peças de lego que não encaixam. 
Encaixo-me no dia de hoje. 

Rejeito o café, mordo o pau de canela. 

Diariamente finjo que caí, mas estou em pé! 

Sanidade à beira do abismo, quero subir ao alto da montanha e soltar a noite. 
Quero um encontro de amigos que ficam pela noite dentro, em pijama, a conversar e a beber chá. 
Estou sozinha nessa pretensão. Paciência! 

Lamento profundamente quem sabe como deve ser e depois não é. 

Já não imagino uma mão a segurar a minha. 
Estou só, parece-me… 
Ideia marginal como uma estrada. 

O carteiro passa num aceno de quem já não entrega cartas de amor. 

Peço um café curto e escaldado para mexer com uma colher de metal. 
Fico parada, nesse intervalo, a ouvir-me respirar. 

O carteiro passa e volta a acenar, digo-lhe adeus também…



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